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Evento da série “Privacidade acima de tudo”: LGPD e CDC

Nunca nossos dados estiveram tão expostos. A pandemia trouxe consigo um aumento considerável da necessidade de haver alternativas para a proteção dos dados do consumidor. De um lado temos ações para proteção contra o vazamento de dados, por outro, a questão sobre como tornar o ambiente virtual mais seguro sem prejudicar a experiência do consumidor.

 

O tema escolhido para o último evento da Privacy Tools foi mais um da série: “Privacidade acima de tudo: LGPD e CDC que ocorreu no dia 14/10 e contou com a participação de Carolina D’ávila (PrivacyTools e FreireSaraiva), Diógenes Carvalho (SENACON), Marcelo Crespo (Privacy Rocket) e Rodrigo Suzuki (Logicalis).

 

Confira a seguir os destaques do bate-papo:

 

 

VAZAMENTO DE DADOS: A QUEM RECORRER?

 

Carolina inicia a conversa tocando no tema sensível da pauta: lidar com as questões do ponto de vista do consumidor que tenha se sentido lesado por um tratamento inadequado de dados durante a relação de consumo.

 

A pandemia trouxe uma mudança no comportamento de consumo da população que de início, se viu obrigada a migrar para o online. Isso aumentou de forma exponencial a aquisição no comércio eletrônico, representando um desafio tanto para a Secretaria Nacional do Consumidor quanto para as agências reguladoras do setor.

 

Diógenes então contou que a SENACON mesmo antes do surgimento da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) já fazia um trabalho de fiscalização, sancionando empresas nos casos de vazamento de dados que prejudicasse os consumidores. Ele reiterou que as aplicações da LGPD não substituem a aplicação de sanções que estão no código de defesa do consumidor e por fim aconselhou sobre como o consumidor lesado pode proceder.

 

PROTEÇÃO  X  CONFORTO DO CONSUMIDOR

 

Carolina então questiona sobre como se pode trabalhar pela segurança de dados nas plataformas de e-commerce sem que isso prejudique a experiência do consumidor no ato da compra.

 

Rodrigo Suzuki então responde “segurança é um caminho, conforto e comodidade é outro caminho”. Ele segue explicando que é preciso encontrar um meio termo entre tornar o ambiente seguro para o titular sem esquecer do conforto dele ao acessar aquele ambiente.

 

O desafio é prezar pela segurança sem deixar de lado a usabilidade e conforto do consumidor. Rodrigo ressalta que as empresas precisam acompanhar e se proteger das ameaças que surgem, não só de fraude como de vazamento de dados.

 

Ele atenta sobre como a questão da facilidade das senhas do usuário ou a constante repetição das mesmas pode favorecer os hackers e complementa: “O fraudador tem um instrumental muito grande para comprometer a vida do usuário. Por essa razão, a implementação de controles técnicos são maneiras de fazer uma peneira grossa das grandes ameaças”.

 

PROTEÇÃO DE DADOS NA BLACK FRIDAY: COMO PROCEDER?

 

Somente ano passado, o Procon de São Paulo registrou um aumento de mais de 60% de denúncias referentes à Black Friday. Neste período aumenta consideravelmente o recebimento de propagandas, uso de dados como emails e telefones para o envio de promoções em plataformas com as quais muitas vezes o usuário nunca estabeleceu um vínculo de compra ou interesse.

 

Diógenes atenta para o cuidado que o titular deve ter. Principalmente nesta época do ano com promoções fora do comum, links para sites suspeitos, fornecimento de dados para lojas desconhecidas e promoções postadas em redes sociais.

 

Marcelo fala sobre a necessidade do consumidor se atentar ao histórico de preços do produto desejado antes da oferta da Black Friday. Ele também menciona o fato de que por mais desconto que um produto possa ter, não existe mágica e por fim destaca os papéis da LGPD e da CDC nesta época do ano.

 

CONFIRA TODOS OS EVENTOS

 

Todas as transmissões anteriores, assim como “LGPD e CDC” na íntegra, estão disponíveis no canal do Youtube da Privacy Tools.