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LGPD no Marketing: os principais pontos do último evento da Privacy Tools

No dia 25 de março, a Privacy Tools apresentou mais um evento online e gratuito sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O bate-papo contou com Aline Deparis (Privacy Tools), Giovanna Ventre (Google Brasil), Marcilio Braz (Privacy Academy) e Rodrigo Fraga (Caixa Seguradora). 

O objetivo do evento, chamado “LGPD na estratégia de Marketing”, foi compartilhar conhecimento, a partir da experiência de profissionais reconhecidos no mercado na área de Privacidade e Marketing. 

A iniciativa fez parte de uma série de eventos que estão disponíveis para visualização no canal de Youtube da Privacy Tools. Os eventos anteriores abordaram o compliance, as experiências e oportunidades trazidas pela LGPD com diversos profissionais que lidam com a proteção de dados de alguma forma.

Empresas brasileiras estão em aprendizagem

Durante o evento, Giovanna Ventre comentou que as empresas que atuam de forma internacional já têm uma vantagem quando o assunto é compliance. “As empresas que têm capilaridade global já têm algum expertise, ainda que preliminar, nessas leis de proteção de dados. As empresas já tiveram esse processo de aprendizagem, de erros e acertos, de testar fluxos e serviços específicos”. 

Em relação à aprendizagem, Marcilio Braz comentou sobre a confusão que ainda existe entre os papéis de operador e controlador de dados. De acordo com o fundador da Privacy Academy, existe a visão de que o operador é o funcionário e o controlador é o dono da empresa, mas que “esse é um conceito, existem vários”.

Sobre os usuários, Braz diz que as empresas “têm que fazer com que o público brasileiro entenda que ele tem essa opção (da privacidade). Enquanto a gente não tiver também o outro lado, que é ‘o que de ruim pode acontecer com a má utilização de dados?’, o usuário pouco vai se importar. É bom fazer as pessoas entenderem o lado não tão bonito: por que a gente precisa de regulação? Se a gente não mostrar o efeito danoso, as pessoas não vão dar valor”.

Navegação anônima é importante para a privacidade

Sobre sua experiência na Caixa Seguradora, Rodrigo Fraga reforça que já havia uma preocupação com os dados, por se tratar do ramo de seguros e finanças. “Em uma empresa grande, você tem muitos parceiros e precisa saber se há um bom uso dos dados. Aqui a gente se baseia no marketing digital na questão da anonimidade. Todo tráfego que acontece, a gente anonimiza desde o início. O comportamento do usuário vai encaixando ele em segmentos. Se acessou a área logada, então entendemos que é um cliente. Isso de não saber quem é a pessoa em específico nos ajuda a garantir que não estamos violando a privacidade”, explicou Fraga.

Ainda sobre navegação anônima, Giovanna reforça que é tudo uma questão de escolha do usuário. “Até nas nossas plataformas, você pode desabilitar a personalização de anúncios, baseada no seu perfil comportamental. Esse senso não está tão enrustido no racional do brasileiro, que é a escolha. Eles podem desabilitar as funções que querem e desabilitar as que não querem. A ideia é dar ao usuário a função de ter anúncios personalizados caso ele queira”, relembrou. 

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