Mapeamento de Dados: o seu inventário de informações

Saber lidar bem com os dados é cada vez mais importante para as empresas, afinal eles são considerados hoje o “novo petróleo”. As informações sobre os clientes e sobre o negócio possibilitam uma melhor tomada de decisão e ajudam a evitar diversos problemas. Um gerenciamento mal feito desse recurso pode levar ao vazamentos de informações pessoais e também a decisões equivocadas sobre o futuro da empresa.

Um caminho que ajuda nesse processo de gerenciamento é o Mapeamento de Dados, ou Data Mapping. Isso ajuda principalmente na adequação da sua empresa à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), afinal a premissa é que, quando você não enxerga, você não protege. 

O mapeamento garante o maior entendimento de como os dados se movem através da organização. Como as empresas precisam entender quais dados estão coletando, como estão usando e com quem estão compartilhando eles para aprimorar a proteção de dados, é um importante passo inicial na jornada de compliance.

Antes do surgimento da nova legislação, as empresas usavam o Mapeamento de Dados para controlar e gerenciar o chamado  perímetro 4S (Sigilo Bancário, Sigilo de Saúde, Segredo de Negócio e Segredo de Justiça). Agora, é preciso que haja uma proteção de todos os dados pessoais, como CPFs, endereços, placa de carro, histórico de navegação, etc.

 

Como é feito o mapeamento

Fazer o mapeamento de dados nas empresas é um trabalho multidisciplinar. Inclui primeiramente a identificação do inventário, o desenho de fluxos e a associação aos sistemas. A partir disso, é feita a análise de dados para fins estratégicos, a identificação de brechas na segurança e a verificação do quanto cada informação pode ser ligada a uma pessoa, para fins de privacidade.

É também no Data Mapping que a empresa designa para cada dado pessoal qual é a base legal para justificar o processamento daquela informação. Com isso a empresa tem um Diagnóstico de Riscos e Conformidade. As leis de proteção de dados pedem que as empresas saibam:

 

  • – Os objetivos do processamento de dados;
  • – As categorias de dados pessoais que estão sendo processadas;
  • – Detalhes de quaisquer transferências de dados para outros países;
  • – Por quanto tempo os dados serão mantidos;
  • – As medidas de segurança técnica e organizacional em vigor (criptografia, controles de acesso, etc.).

 

Na prática, o Data Mapping auxilia nessas questões e centraliza a gestão dos dados de uma empresa. Quando você tem várias bases de dados, como as informações do comercial, do marketing, do financeiro e dos recursos humanos, fazer o mapeamento permite onde estão as informações rapidamente. Outro benefício da técnica é que fica mais fácil fazer a migração de bases de dados quando necessário, pois, sabendo todo o ciclo de vida dos dados é mais viável desenhar um projeto de migração e calcular o seu potencial impacto para o negócio.

Fora o compliance com leis de proteção de dados, ter dados organizados e saber o melhor uso deles ajuda até mesmo a reter clientes e aumentar o faturamento. Exemplo disso é a Netflix, que usa as informações dos usuários para oferecer as melhores opções de filmes e séries. A estimativa é de que a empresa economize US$ 1 bilhão por ano ao reter os clientes usando os dados.

Com as leis de proteção de dados em vigor e os clientes cada vez mais informados sobre seus direitos à privacidade, a organização e o gerenciamento dos dados se faz cada vez mais importante. É preciso entender melhor sobre o assunto, formar equipes internas de conformidade e automatizar os processos para que a proteção de dados pessoais, como ativo, seja um diferencial competitivo para as empresas.